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4 de fev. de 2010

Paramentos da Magia Cerimonial






Capítulo V do livro de J.R.R.ABRAHÃO:






Segundo o Mestre Franz Bardon, o melhor e mais competente autor de obras sobre Ocultismo, um Mago realmente bem treinado é capaz de praticar a Evocação Mágica sem o auxílio de paramento algum.

Mas, como Magos experientes são raros hoje em dia, resolvemos listar os principais paramentos mágicos, pois acreditamos que os implementos adequados são de grande valia para todos os que experimentam a Magia.
         
A principal vantagem de se utilizar o método da Magia Cerimonial, com todos seus paramentos, consiste em que, pelo uso e manuseio repetido, os instrumentos mágicos passam a ter uma forte energia própria, o que permitirá ao Mago, em pouco tempo, fazer uso de seus paramentos sem que se esforce pessoalmente para obter resultados mágicos nítidos.
         
Na realidade, os paramentos mágicos só têm valor quando o Mago conhece plenamente seu simbolismo, pois os mesmos são apenas auxílios para a consciência e a memória do Mago.
         
Donde se conclúi que todo o poder que possam acumular ditos instrumentos emanam do Mago.
         
Dirigindo sua atenção para determinado instrumento, as faculdades e poderes por esse instrumento simbolizados são trazidos à mente consciente do operador.
         
Portanto, quando o Mago utiliza, em seu trabalho cerimonial, determinado instrumento, ele obtém o contato desejado, sem qualquer esforço especial de sua parte.
         
Cada implemento mágico representa forças espirituais, leis e qualidades, e esta introdução ao assunto pretende ser breve, mas não superficial.




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Fonte: Curso de Magia (Teórica e Prática), 
por J.R.R.ABRAHÃO.
Imagem disponível em:  http://uniao-prosperidade.blogspot.com

24 de nov. de 2009

Magia: Ritual, Poder e Propósito - Parte 3




3º capítulo do livro de E. W. Butler:


Capítulo 3 –A Tese Mágica 


Deixando de lado toda a multidão de detalhes que rodeiam o assunto, devotaremos esse capítulo à consideração da teoria mágica do homem e do universo. A tradição da magia afirma que o universo é uno e que nenhuma parte desse universo está  in esse separada da outra. Como diz o poeta, “tudo não passa de parte de um Todo estupendo”. Tudo que existe no universo é, portanto, a expressão da unidade que subsiste por meio de todas as coisas. 


Isso pode ser condenado como mero “panteísmo”, mas, na realidade, não é assim, pois por trás da unidade subjacente que expressa a si mesma no universo real, existe aquilo de que a 
alma universal, o conjunto da vida e da forma não passa de expressão. “Tendo criado o Universo com um Fragmento de Mim mesmo, Eu permaneço”, diz a deidade na escritura Hindu, o Bhagavad Gita. Um deus imanente e também transcendente é o deus do mago. 

O uno transcendental, de acordo com os ensinamentos mágicos, está refletido nas águas do caos e da noite antiga, e essa reflexão do supremo, conhecida como Adam Kadmon, traz a ordem ao caos. Como descreve um ritual de magia: “No começo havia o Caos e as Trevas e 
os portais da Terra da Noite. E o Caos clamou pela unidade. Então, ergueu-se o eterno. Diante do brilho desse Semblante, as Trevas recuaram e as Sombras fugiram.” Essa reflexão profunda, o Adam Kadmon ou o Grande Homem da Cabala, é o Logos “por quem todas as coisas foram feitas”,o brilho de sua glória e a imagem expressa da sua pessoa. Entretanto, nada nesse universo que não seja parte integral do Logos. Todas as coisas subsistem nessa unidade subjacente, como afirma o poeta grego citado por São Paulo “... pois nós também somos Seus rebentos”. 

A alma humana é parte de um universo maior e é ela própria uma réplica desse universo. Na magia, costuma-se dizer que o homem é o microcosmo dentro do macrocosmo, o pequeno universo dentro do universo maior. Para o mago, não existe algo que se pareça com a chamada “matéria morta” no sentido vitoriano. Na verdade, porque sua visão é devido ao fato de já subsistir como parte da vida eterna, é que qualquer coisa material pode existir no tempo e no espaço. O que vemos “aqui embaixo” como um pedaço inerte de metal é, para o mago, a aparência material de inumeráveis centros de energia saindo dos mundos invisíveis para o centro vivo de tudo. “O Espírito do Senhor preenche a Terra”, e para o verdadeiro mago nada é vulgar ou sujo, tudo serve a um propósito e é expressão da vida do Eterno. Isso é declarado no ritual pelo adepto iniciado, que proclama: “Não existe parte de mim que não seja dos Deuses.” 

“Os Deuses”. Será que os magos acreditam em muitos deuses? Sim, mas a visão que têm de sua natureza não é bem aquilo que se poderia esperar deles. Eles encontram no universo invisível um campo de poder no qual inúmeras forças interagem, cada qual sendo um aspecto do Supremo. E, nessas energias cintilantes e dançantes, eles vêem a unidade de uma vida, filhos de Deus, que evoluíram em universos precedentes e que, agindo como canais perfeitos para o supremo poder, são como lentes vivas através das quais o poder é emanado para baixo. Eles são os Dyans Chohans das escrituras orientais, os Ministros, Chamas do Fogo da Bíblia; e aquele raio de Seu ser essencial que flui da Unidade e é refocalizado no tempo e no espaço é a “substância” no sentido teológico da qual se compõe o universal “real”, no qual as qualidades secundárias daquilo que chamamos de matéria se manifestam – criando os “acidentes” da teologia. 

Dessa maneira, na filosofia da magia, não existe tal coisa como “matéria morta”  per se. Toda a matéria, toda manifestação não passa de expressão de toda vida que tudo permeia – 
na verdade, é esta vida em uma de suas inumeráveis formas de existência. Acreditando, assim, na estrutura viva do universo, o mago conclui que, assim como o poder da unidade se manifesta por intermédio de Seus Ministros, também nos planos mais densos e mais inferiores de sua auto-expressão, inúmeras hostes de inteligências menores implementam Seus planos – “Anjos e Arcanjos, Tronos, Dominações, Principados, Virtudes, Poderes; Querubins e Serafins , Ashin e todas as Hostes Celestiais imemoriais” -, cada uma no seu nível. 

O mago, vendo como o Supremo “constitui os serviços dos anjos e dos homens em ordem perfeita”, não se vê como um estranho no universo nem mesmo como um ser apartado dele, mas como parte dessa diversidade viva na unidade, e diz o velho iniciado grego: “Eu sou a criança da Terra, mas minha raça veio das Estrelas dos Céus.” 

Desviando o olhar das moradas celestiais, o mago se vê em Malkuth, o Reino da Terra, e percebe que essa existência imperfeita, frustrante no corpo físico, é imperfeita porque, embora conheça via intelecto a realidade por trás das aparências, ele ainda não foi capaz de perceber essa realidade no plano físico. “Não sabeis que vós sois deuses”, diz a escritura cristã, e um poeta moderno cantou: “Saiba disso, oh, homem, a raiz úncia da falha em vós é não reconhecer a vossa própria divindade”. 

Na entrada do Templo do Oráculo de Delphos na antiguidade estava gravada a seguinte inscrição: “Gnothi Se Auton” – Conhece-te a ti mesmo! A percepção da verdadeira natureza do eu é a meta do verdadeiro mago. Seguindo esse princípio e mirando seu interior, o mago contempla um mundo decaído. Ele vê que o plano primordial sobre qual o homem foi formado lá está, brilhando por todo o universo como a suprema harmonia e beleza e, através dessa luz, ele vê o ideal no qual o seu verdadeiro eu está fundamentado e pelo qual é sustentado. 

Então, olhando para o exterior, ele vê em sua própria natureza e na natureza de tudo que o 
cerca as provas da queda e o potencial da perfeição. Mas em meio a essa queda ele vê as provas do retorno e, mediante o sofrimento de miríades de vidas, percebe que o caminho da salvação é o caminho do sacrifício. 

Assim ele formula o velho axioma hermético Solve et Coagula que pode ser reconstituído como “Dissolve e reforma”, ele usa os ritos da Alta Magia para efetuar a dissolução e a reformulação. 

Mas o que é dissolvido, e o que é reconstituído? Não a eterna centelha que “alumia o todo homem” – ao contrário, é o ego pessoal que, por tanto tempo, vem sendo visto por ele como seu único e real ser; essa personalidade à qual ele tenazmente se agarrou e defendeu, mirou e serviu; não passa de sua persona essa máscara que encobre o homem real, que tem que ser dissolvida e reformada. Mas como aquilo que é imperfeito pode produzir a perfeição? “A natureza desassistida fracassa”, diziam os antigos alquimistas, e nas escrituras lemos “Somente o Senhor edifica a casa, o trabalhador trabalha em vão”. Assim, o mago, com toda humildade, procura o conhecimento e a conversação com o seu Sagrado Anjo Guardião – aquele verdadeiro eu, do qual a personalidade terrena é apenas uma máscara. 

Esse é o objetivo supremo do mago. Tudo mais, trabalhos e encantamentos, rituais e círculos, espadas, baquetas e fumigações, tudo não passa de meios pelos quais ele chegará com triunfo ao final. Então, tendo-se unido a esse verdadeiro eu – mesmo por um tempo breve -, ele é instruído por esse governante interior na Alta Magia que um dia elevará a sua humanidade à sua divindade e então realizará aquilo que os mistérios verdadeiros vêm sempre declarando o objetivo verdadeiro do homem – a deificação. 



Continua... Cap 4 - Instrumento da Magia

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A Magia e o Mago – E. W. Butler
Ed Bertrand – 2a Edição
Magia: Ritual, Poder e Propósito

Imagem disponível em: http://www.conscienciacosmica.com.br/ciencia-cabala-cristianismo.htm

23 de nov. de 2009

Definições Básicas das Entidades Espirituais

Retomando o estudo de J.R.R.ABRAHÃO:


"Quem é Quem"


Todas as entidades espirituais emanam da Divina Providência. Portanto, toda entidade espiritual é semelhante. Sua unidade é básica, suas diferenças são superficiais. 

Deuses - entidades espirituais de grande poder, criadas por uma cultura ou sociedade. 

Anjo - entidade espiritual dedicada ao serviço da Luz, à obra cósmica; é uma "inteligência original". 

Demônio - entidade espiritual dedicada ao serviço do caos, no serviço das trevas; é uma inteligência original oposta. 

Elemental - entidade espiritual formada de um único elemento filosófico, e a este atada. 

Espírito planetário - entidade espiritual formada das qualidades de um único astro celeste, e a este atada. 
Elemental artificial - o mesmo que elemental, mas criado pela mente humana, muitas vezes inconscientemente. Pode ser benéfico ou maléfico. 

Elemental fabricado - quase a mesma coisa que o Elemental artificial, mas criado sempre de forma consciente, normalmente com intenções maléficas. 

Familiar (ou Famaliá) - entidade espiritual que pode ser de uma grande variedade, desde o "espírito" de um antepassado, aprisionado por meios mágicos, até seu "cascarão" avivado magicamente, com o uso de uma entidade criada para esse fim. Em geral serve a uma pessoa, ou a um grupo restrito de pessoas. A esse respeito, ler os trabalhos referentes a Egum, especialmente os de autoria de Fernandes Portugal, Anthony Ferreira, Jorge Alberto Varanda e Luís de Jagum. Os trabalhos de Fernandes Portugal (Yorubana), são os mais completos, mas talvez um pouco herméticos para os não-iniciados no Candomblé. Vale conferir. 

Homúnculo - entidade espiritual, criada por um individuo, na forma de um ser humano, que tem em si "colocadas" algumas substâncias materiais num "corpo físico" sem funções mágicas. Seu corpo físico pode, porém, ser magicamente animado mediante práticas específicas (ver Initiation into Hermetics, de Franz Bardon). Muitas vezes chamado de "Golem", que, porém, geralmente, utiliza materiais orgânicos em sua execução, até mesmo de origem humana. 

Imagem Talismânica - o mesmo que Homúnculo (quando em forma humanóide) ou Assentamento (quando de qualquer outro formato). 

Psichogone - elementar ou elemental-artificial criado por meio da Magia Sexual. Não confundir com Íncubos e Súcubos. 

Vampiro - entidade espiritual que suga vitalidades, à força, de seres vivos. Muitas seitas de Magia Negra fazem uso deste tipo de Entidade, embora não exclusivamente delas (Kahunas, Quimbanda, etc.). 

Súcubos - entidade espiritual - vampiro sexual em forma feminina. 

Íncubos - entidade espiritual - vampiro sexual em forma masculina. 

Guardião - entidade espiritual criada conscientemente por alguém, para dar-lhe proteção (ou a terceiros). 

Mensageiro - entidade espiritual que é a forma objetiva dos defeitos, imperfeições, vícios e paixões individuais - é um "demônio espiritual" individual. Diferentemente de Choronzon (ver adendo logo adiante), que mantém-se incógnito, invisível e caracteriza-se por ser um "mau-conselheiro" ou "mau-anjo-da-guarda", numa alegoria ao indivíduo com um anjo pousado em seu ombro direito e um demônio encarapitado em seu ombro esquerdo, o Mensageiro é uma personificação positiva de nossos defeitos, vícios e paixões, de molde a que possamos contactá-lo e conhecê-lo, manejando assim positivamente nossas imperfeições. Alguns ocultistas chamam essa entidade de "Terror do Umbral", que é a mesmíssima coisa. A linha que separa o Mensageiro de Choronzon é estreita e, muitas vezes, pouco perceptível; portanto, cautela. Para o ritual de contactar o Mensageiro, veja o livro "O Diário de Um Mago", de Paulo Coelho. Outra técnica de resultados semelhantes pode ser encontrada no livro "Praticas e Exercícios Ocultos", de Gareth Knight (pag.28, O Guia da Meditação.); ao ler a técnica lá descrita, observe com atenção a advertência. 

Demônio da Guarda - conceito difundido pelo ocultista italiano Frank G. Ripel, que indica um "Espírito Guardião" que é a representação objetiva das "Correntes Tifonianas". 

Anjo da guarda - conceito difundido através da obra "A Magia Sagrada de Abramelin", com uma conhecidíssima sigla em inglês (HGA), abreviatura do termo em inglês (Holly Guardian Angel); esse conceito foi trazido ao público por S.L.MacGregor-Mathers, mas popularizado por Aleister Crowley; entidade espiritual conhecida como Eu Superior - forma objetiva do que em forma subjetiva podemos entender como a centelha divina que habita todo e qualquer ser humano. Representa de forma objetiva as "Correntes Draconianas". Mas não é simplesmente isso. Ver o adendo logo a seguir sobre o Augoeides e Choronzon. 

Anjo-Demônio da Guarda - conceito também difundido por Frank G. Ripel; simboliza, objetivamente, a união das "Correntes Draconianas e Tifonianas", portanto, o "Poder Serpentino" despertado. 

Gênio Protetor - é o que popularmente é chamado de "Anjo da Guarda" ou "Guia"; pode ser um espírito humano desencarnado, ou mesmo uma inteligência ainda incorpórea, que recebe a missão, quando do nascimento de alguém, de sua "guarda" ou "aconselhamento". Está muito próximo durante a infância, distanciando-se pouco a pouco conforme a pessoa vai ficando mais velha; em geral, afasta-se após a adolescência, exceto quando a pessoa busca seu "contato". 

Imagens Telesmáticas - aparência física objetiva que diversas entidades espirituais objetivas e as energias subjetivas utilizam-se para mostrar-se à psique humana. Imagens Telesmáticas são o mais elevado método de criação consciente, aonde as entidades espirituais objetivas são construidas a partir de sua essência subjetiva, do ponto complexo finalizado, através de um processo racional de correspondência. 

A criação das imagens Telesmáticas pode ser comparada ao processo da vida. Começa com um impulso inicial, utiliza-se de materiais e técnicas diversos, e então evolui num padrão que é constituido de numerosos blocos completos. A Imagem Telesmáticas é uma fusão de forças, desejos e EMOÇÕES às quais foi dada uma forma, através da vontade criativa do Mago. Possui sua própria identidade e um senso de proposta de existência que gira em torno do motivo da missão, que foi criada para cumprir. Uma vez criada, viva, teme a morte, e usará de todas as suas limitadas habilidades para evitar a dispersão do seu ser. Quanto mais tempo viver, mais forte e complexa ficará, pois continuará a sugar identidade do Mago que a criou. Não são criaturas só do ego do Mago, sua natureza vem de Deus. Essas entidades espirituais tornam-se tão concretas com o tempo, que são facilmente percebidas, ouvidas e até vistas, por pessoas que não sabem da sua existência. Quando são formadas por um grupo de pessoas, de Magos, tornam-se a Egrégora particular desse grupo, como ocorre com as Lojas Mágicas das inúmeras Ordens Iniciáticas, com os Templos das mais variadas religiões, ou com as Máquinas Radiônicas. O processo de criação de Imagens Telesmáticas foi desenvolvido pela Ordem Hermética da Aurora Dourada (Golden Dawn). 

Espírito zodiacal - entidade espiritual formada de qualidades intrínsecas de um único signo ou grau do zodíaco celeste e a ele atada. 

Larva - entidade espiritual criada por fortes emoções de uma pessoa, ou como seu servidor pessoal mágico (criado então de forma consciente). 

Elementar - entidade espiritual criada por um indivíduo, como seu serviçal mágico (de forma consciente). Pode ter as mais variadas formas e funções, até mesmo ser simbolizado como um desenho ou letras agrupadas (Sigilo). Ver "Liber Null & Psychonaut", de Peter J. Carroll; "Initiation into Hermetics", de Franz Bardon. Podem ser simplesmente "Artificiais" (criados inconscientemente) ou "Fabricados" (criados de forma consciente). 

Sombra - entidade espiritual que é um tipo complexo de larva. 

Fantasma - entidade espiritual que consiste num cascarão (cadáveres de corpo astral) habitado por um tipo de larva - o que pode ocorrer de forma consciente ou inconsciente, isto é, essa criação pode ser voluntária ou involuntária. 

Autômatos do Subconsciente - definição de Austin Osman Spare sobre os Espíritos-Guia. 

Arquétipo - os primeiros modelos do Universo são os Arquétipos; são as estruturas psíquicas individuais, capazes de produzir símbolos, imagens e fantasias inerentes às experiências fundamentais da humanidade. É através dos Arquétipos que é possível, ao indivíduo, remontar às fontes do conhecimento. Como exemplos de Arquétipos, podemos citar os Arcanos do Tarot, as Runas, as Figuras Geomânticas, os Símbolos Planetários e Zodiacais, etc. 

Poltergeist - palavra alemã que significa Espírito Brincalhão; em parapsicologia, designa fenômenos paranormais como, por exemplo, ruídos sem causa aparente, objetos que movem-se sozinhos (até mesmo caindo sozinhos e "voando" sem impulso nenhum, por ninguém), luzes apagando e acendendo sozinhas, fogo espontâneo, etc. 

Egrégora - forma-pensamento criada por um grupo de pessoas, que pode ser desde um grupo de Magos de uma mesma Loja Mágica até uma comunidade toda, até mesmo uma sociedade inteira. Segundo definem os Thelemitas, é uma forma-pensamento ou semelhante, criada por um Mago, e adotada por outro ou outros. 

Orixá - Entidade do grupo de Deuses Internos do Homem, formadores, em conjunto, da Egrégora do Panteão Afro, da Nação Alaketu do Candomblé. 

Vodun - cabe aqui o que foi dito sobre os Orixás, no item anterior, só que dizendo respeito ao Candomblé de Nação Gege ou Gege-Mahim ou Gege-Marrim. 

Domovoi - Espírito da Casa, Egrégora das moradias, a parte Astral e Mental das residências. Na Polonia costuma-se removê-lo quando se muda. 

Inkice - idem aos Voduns, mas da Nação Angola-Congo. 

Loa - o mesmo que Inkices, só que do Panteão do Vudú, Voudon e Hoodoo. 

Exu - Entidade intermediária entre os seres humanos e os Orixás. 

Eshú - idem Exu. 

Exu de Quimbanda - Demônio masculino autêntico. 

Pomba-Gira - Demônio feminino autêntico. 

Bombom-Gira - Como Exu, mas entre os homens e os Inkices. 

Bongo-N-Gira - idem Bombom-Gira. 

Legbá - idem Exu, mas com relação aos Voduns. 

Elegbara - idem Legbá. 

Bara - idem Legbá e Exu. 

Ajé - Entidade malévola, Entidade máxima dos feiticeiros e feiticeiras malfazejos da cultura Nagô. 

Egum - Cascarão de pessoas mortas, magicamente avivado, e então habitado por Entidade criada artificialmente; manifesta-se no Candomblé. 

Preto Velho - Mesmo que Egum, mas manifesta-se na Umbanda e na Quimbanda. Representa um espírito sábio e idoso. 

Caboclo - O mesmo que Preto-Velho, mas representa um espírito valente e guerreiro; é tido por muitos como "encantado". 

Caboclo Boiadeiro - Como Caboclo, com suas peculiaridades de "aculturado". 

Guia - Espírito que "guia" o indivíduo em suas ações; pode "guiá-lo" para o bem ou para o mal, para o sucesso ou para o fracasso. 

Quiumba, Kiumba - Entidades trevosas, sendo basicamente larvas ou coisas semelhantes que habitam cascarões abandonados de pessoas malfazejas. 

Santo Católico - Entidade Egregórica, Imagem Telesmática, criada pelos seus crentes. Aliás, o mesmo pode ocorrer com as Entidades de Umbanda e Quimbanda, ao "divinizarem" alguém; por exemplo, ZÉ PELINTRA. 

Assentamento - ver Igbá. 

Igbá, Ibá, Assentamento - pote ou receptáculo semelhante, que serve de corpo físico para Entidade criada artificialmente, com qualquer finalidade. Ver Imagem Talismânica. 

Prenda - o mesmo que Igbá. 

Nganga - como Prenda. 

Nkisi - como Nganga. 

Ndoki - como Nkisi. 

Observação - as entidades espirituais vampiros, íncubos e súcubos podem ser criadas conscientemente ou inconscientemente, sendo sempre criações individuais ou grupais que podem agir contra o criador ou contra terceiros. Mas sempre agem contra alguém. Nunca são benéficos mas prejudiciais. Sào essas entidades os habitantes das Qliphots. 

É importante saber que a "Hierarquia dos Deuses Internos do Homem" é mais uma das hierarquias que governam o nosso Universo, nosso Sistema Solar; portanto, não é apenas uma Egrégora, mas também uma hierarquia, da qual existem muitas. 

Em sua Evocação, portanto, ocorre o mesmo que em qualquer Evocação Mágica, de Entidades de qualquer hierarquia. Isto é, a operação mágica em questão atua tanto na psique do Mago, como no mundo exterior. 

Aos praticantes da Evocação Mágica, portanto, fica a sugestão de que trabalhem com essa poderosa hierarquia da mesma forma que trabalham com qualquer outra. Todos os riscos que se aplicam às outras Hierarquias, nesse tocante, valem aqui.

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Fonte: Curso de Magia (Teórica e Prática), 
por J.R.R.ABRAHÃO.
Imagem disponível em:  www.caiofabio.com