2 de out de 2009

A Lei da Analogia


"O que está embaixo é igual ao que está em cima"
Hermes Trismegisto (Hermes, o Três Vezes Grande), como falado no post "As Origens da Magia Ocidental", é o nome grego para a divindade egípcia Toth. Redigiu os  “escritos herméticos”  nos quais estão contidos uma doutrina gnóstica de Redenção e nascimento do mundo. Hermes, durante muito tempo, foi reconhecido como o maior mago que permitia a outros alcançar a inacessíveis tesouros e recipientes (daí provém a expressão fechadura hermética).


Ensinava a lei hermética  “o que está embaixo é igual ao que está em cima; e o que está em cima é como o que está embaixo, para realizar as maravilhas de uma única coisa”. 

Muitas pessoas conhecem a frase:  “Sobre a terra como no Céu”.


O macrocosmo, assim  como  também  o microcosmo, o regidos por essa mesma lei.  


Exemplo:  Na matéria física, o menor elemento que conhecemos é o átomo. O átomo é composto de prótons, nêutrons e elétrons.  Seu núcleo, formado de prótons e nêutrons. É a extrema velocidade dos elétrons ao redor do núcleo que cria o envoltório. Uma força eletromagnética mantém o todo. 


A diferença entre os átomos, ocorre pela variação do número de elétrons e prótons entre eles.  Existem 105 elementos fundamentais, e cada um deles só existe, porque apresentam diferentes números de elétrons e prótons.  Tomemos o núcleo de um átomo de água e ampliemô-lo para o tamanho de uma bola de gude;  seu único elétron será então afastado do núcleo por mais ou menos  400 metros.  Tal projeção demonstra que o átomo é constituído quase somente de um vazio, e que a matéria em si é muito volátil.
   
Visto por esse ângulo, um bloco de chumbo é constituído quase que de intervalos ao redor dos quais giram as partículas atômicas.  Todas as proporções mantidas, as distâncias entre as pequenas partículas sólidas correspondem à distância dos planetas entre si em nosso sistema solar.  Assim também os intervalos entre os astros correspondem aos intervalos entre as gamas.
   
Uma fotografia de um núcleo de um átomo (que mede um picômetro) corresponde à fotografia da terra tomada a 1 milhão de quilômetros e da  Via Láctea  tomada a 10 milhões de anos-luz.
   
O campo magnético humano girando sobre si mesmo tem exatamente o aspecto da nossa Galáxia girando sobre si mesma  (Geo Wissen, edição n.º 2, 1990,  Chaos und Kreativitdt mostra belíssimas fotos dos exemplos acima citados).
   
Assim como o leitor pode verificar, tudo é construído segundo um sistema perfeito que não é facilmente reconhecível à primeira vista, mas que vai se tornando evidente na medida em que o observamos mais de perto.  A própria vida está submetida, assim como o microcosmo e o macrocosmo, às leis perfeitas. Encontramos essas leis por toda a parte, em nosso sistema solar, nas células do sangue, na eletricidade e no magnetismo. Como a matéria é mantida e determinada por forças eletromagnéticas, nós, os seres humanos, que também somos matéria, também estamos submetidos a essas leis, como por exemplo, a da atração e repulsão.


Em Schicksal als Chance (O destino como chance) de Thorwald Dethlefsen, podemos ler:
A lei de analogia (“o que está embaixo é igual ao que está em cima”) só tem fundamento se estivermos prontos para reconhecer o Universo como um cosmos.  Essas são as leis que determinam um cosmos, não existe lugar para os acasos.
O acaso, como evento imprevisível e não conforme a lei, transformaria todo o cosmos em um caos.
 Quando construimos um computador, este representa em si um pequeno cosmos.  Ele é construído segundo leis, seu funcionamento depende da aplicação dessas leis.  Se soldarmos voluntariamente em suas conexões alguns transistores, condensadores ou resistências que não fazem parte do esquema de conexão concebido segundo uma lei precisa, esses elementos representativos do “acaso” transformariam todo o cosmos em caos, e o computador não funcionaria mais como deve. Acontece a mesma coisa com o nosso mundo, que cessaria de existir ao primeiro acontecimento que surgisse por acaso.
Por exemplo:  quando deixamos cair uma pedra de certa altura, ela não cai por acaso, mas segundo uma lei.  Se na queda, ela cair sobre a cabeça do sr. X, não é por acaso, mas é obedecendo a uma lei que a pedra irá chocar-se.  Nada é devido ao acaso, nem o fato que o sr. X  tenha  sido apanhado por essa pedra, nem o momento no qual isso aconteceu... 
Não vos espanta que uma estrela não saia jamais “por acaso” de sua órbita, que uma célula sangüínea não siga na contracorrente da circulação sangüínea ou que uma flor de verão não floresça nunca, por acaso, no inverno? Já ouviste falar que um elétron tenha saído por acaso da órbita que ele descreveu ao redor do núcleo do átomo?


Toda a matéria é composta por 105 elementos fundamentais, formados, eles também, de neutrons, de prótons e de elétrons, cujos movimentos são absolutamente perfeitos e rítmicos.
   
Assim, por que somente o ser humano deveria ser exposto aos “acasos”, enquanto que toda a vida em nós e ao nosso redor está submetida a um rítmo regular?


O acaso não existe!  Existe uma lei para cada acontecimento. Certamente, nem sempre reconhecemos essa lei à primeira vista, mas isso não nos autoriza a negar sua existência.  As pedras já caíam muito antes de conhecermos a lei da gravidade.


O ser humano é a cópia fiel do Universo macrocósmico. 


Por isso, está escrito no alto do oráculo de Delfos: 

"Homem, conhece-te  a  ti  mesmo, então  conhecerás  Deus!"
 





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Fonte: As Sociedades Secretas e seu Poder no Século XX 

Jan Van Helsig
Imagem: Wikipédia http://pt.wikipedia.org

1 comentários:

Anônimo disse...

obrigado!

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