09/09/2009

Palhaços: engraçados ou sinistros?


"Um palhaço é engraçado no picadeiro de um circo; mas qual seria a reação normal de alguém que abrisse a porta de sua casa, à meia noite, e desse de cara com o mesmo palhaço, parado ali, sob o luar?"



A frase acima é do ator Lon Chaney. O próprio ator, sabia que os palhaços eram muito mais sinistros do que engraçados. Utilizou em grande parte de sua vida, uma grande quantidade de maquiagem pesada por saber o efeito que isso causava nas pessoas. Seu papel mais famoso nas telas fora: O Fantasma da Ópera - um dos mais assutadores monstros do cinema de todos os tempos. Bem... O Fantasma da Ópera está bem longe de ser um palhaço, mas muitas crianças e até adultos entram em pânico ao assistir a um espetáculo de circo onde o palhaço os encara. Sorriso macabro no rosto, sapatos enormes, andar desajeitado...




Lá no inconsciente, palhaços podem ser qualquer coisa, menos engraçados. Muitas crianças sabem disso. Seriam eles o terror personificado para mentes sensíveis?



As orígens da palhaçada remontam à Antiga Grécia, quando comediantes itinerantes cantavam, encenavam e contavam piadas, em troca de comida e bebida. Tais precursores dos palhaços modernos eram conhecidos como "parasitas" - tendo como sentido original "hóspedes". O sentido pejorativo da palavra foi adquirido, devido ao comportamento oportunista e aproveitador desses antigos palhaços, que se aproveitavam da simpatia das pessoas, escondidos atrás de máscaras.



Na Antiga China, a origem dos palhaços remontam à Dinastia Chou (1027-256 A.C). Nessa época, os palhaços eram os únicos a frequentar a corte que podiam criticar o Imperador.


Os temíveis bobos-da-corte possuíam essa mesma regalia na Europa - Idade Média. Muitos usavam o marotte - um sinistro bastão de madeira, meio vara-mágica, meio falo, tendo por cima uma escultura da cabeça de seu próprio dono; utilizado tanto para suas travessuras, quanto como arma mortal. Dentre os bobos-da-corte, encontravam-se muitos deficientes físicos (anões e corcundas p. ex), deficientes mentais de várias espécies e diversos psicopatas, que se escondiam por trás de aparências inocentes. Eram figuras perfeitas ao perverso senso de humor dos monarcas medievais.



Ainda na Idade Média, a Europa conheceu a figura do clown (palhaço), personagem teatral que encenava os Vícios, em oposição às Virtudes, em várias peças com temáticas morais ou religiosas. Personificando os pecados mortais, os Vícios, davam conta das cenas de comédia pastelão ou de ações violentas, durante as encenações. No final da Idade Média, suas tristes figuras ganharam contornos mais suaves, ganhando assim maior simpatia junto ao público.



Nas peças de Shakespeare, o palhaço ou bobo funciona sempre como conselheiro ou crítico, externamente ao enredo principal, encarregando-se das ações cômicas, para a alegria da platéia. Em peças clássicas de teatro, o palhaço/clown, além de entreter, estava ali para aconselhar, pois acreditava-se que possuíam poderes divinatórios ou mesmo pacto com o Demônio.



Parte daquilo que faz dos palhaços as criaturas sinistras dos pesadelos infantis é a consciência de que, por detrás daquela maquiagem, há um rosto humano sem idade precisa, que pode estar rindo DE você - e nâo PARA você. Toda criança teme o que pode ser revelado quando a maquiagem é retirada; como bem demonstrou, cantando, o grotesco palhaço da cena de abertura do filme de Tim Burton: The Nightmare Before Christmas. "Eu sou o palhaço com cara removível!"

Inúmeras obras de ficção exploram as figuras ameaçadoras dos palhaços, como por exemplo o Coringa, do filme Batman, um palhaço homicida; Outra obra que explora a figura de um palhaço homicida é o livro/filme de Stephen King: It, com o palhaço Pennywise. Há ainda o palhaço cruel Krusty, da cidade de Springfield, onde vive a família Simpson.



Infelizmente, os palhaços psicopatas que povoam nossos pesadelos não se encontram apenas em obras de ficção. O mais famoso palhaço sinistro de todos os tempos foi, sem dúvida, John Wayne Gacy, conhecido também como Pogo, o palhaço. Na década de 70, Gacy sequestrou, torturou e matou 33 meninos, enterrando-os no terreno em volta de sua casa. Na prisão, produziu dezenas de pinturas a óleo com motivos infantis, nas quais se auto-retratava vestido com sua fantasia.

Em 1981, a população norte-americana entrou em pânico quando começou a circular um boato de que uma van repleta de palhaços parava em frente a escolas infantis para observar as crianças na hora do recreio. Presumia-se que os palhaços observavam as crianças para sequestrá-las quando tivessem a oportunidade. Diversas vezes a polícia fora chamada e em pelo menos uma oportunidade chegou a perseguir uma van repleta de palhaços rindo, mas acabou por perde-la de vista Mais uma lenda urbana? Possivelmente sim, visto que mais nenhuma prova fora encontrada da existência de tais palhações... Histórias como essa, entretanto, revelam a capacidade de mexer com as emoções mais profundas da mente humana. Hum.. vamos ao circo?


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2 comentários:

miltinho fala que eu te escuto disse...

SMPRE TIVE MEDO DE PALHAÇOS

Stanley Marques disse...

Tenho um artigo sobre Palhaço no blog que administro, se puder dar uma olhada. É esse aqui > http://opdes.blogspot.com.br/2013/12/palhaco-um-ser-demoniaco.html
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